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Nunca tive vontade de sr blogueiro. Ao contrário, resisti muito em ter um blog. Com o advento das redes sociais e com páginas de instituições já consagradas em meus campos de interesse, achava que meus textos seriam poucos lidos. De uma maneira ou de outra, toda pessoa que escreve e compartilha suas reflexões quer ser lido, fazer as pessoas pensar. Enfim, todo mundo deseja ecoar suas ideias, provocar ideias. Comigo não é diferente.

Mas escrever também é terapêutico para mim. Em tempos difíceis, me ajudou muito a não adoecer. Hoje resolvi dar esse passo por causa disso. Essa pandemia talvez seja o grande fato histórico desse começo de século. Mais, é o maior evento de minha geração. Não passamos por uma guerra, não vivemos um golpe militar ou uma revolução. As marcas dessas semanas ou meses ficarão para sempre em nossa memória, e já está marcando indelevelmente nossas vidas.

Sempre gostei de escrever. E de uns tempos para cá tenho contado com o incentivo e a generosidade de pessoas a quem sempre incentivei, como o sociólogo Ivo Lesbaupin e o teólogo pastoralista Névio Fiorin. Meus textos são publicados ora no Portal das Ceb's (Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica), ora na home page de uma instituição muito importante para setores religiosos progressistas ligados aos movimentos sociais. Certamente textos inéditos de minha autoria continuarão a ser publicados por lá também.

Mesmo assim, resolvi ter esse cantinho para escrever com maior liberdade, sobre os temas de meu interesse que dão nome a esse espaço. Mas também resolvi ter um blog para desestressar nessa quarentena. tem sido muito difícil  lidar com essas modalidades remotas que estão impondo ao magistério em geral. Para não adoecer mais ainda da alma nesses dias de reclusão quase absoluta.

Digo mais ainda porque não pude evitar uma dermatite severa no rosto, derivada dos dissabores que venho vivendo. Fora o aspecto estético, há a tensão de ver tudo sendo feito da pior maneira possível e não ter controle sobre quase nada.

E ainda tem o gasto financeiro, numa época em qualquer economia é necessária. E foi bem salgado, viu? Quem me restituirá não somente o valor financeiro, mas a paz de espírito e o prazer de lecionar? Temo que nada mais seja como antes, mesmo depois da quarentena.

Soube no consultório médico que não fui o primeiro. Certamente não serei o último. Tenho a desconfiança que, no que se refere à Educação Básica, nossa ementa sairá pior que o soneto. O tempo dirá se eu tenho razão.

É assustador pensar que hoje você participa involutáriamente de uma roleta russa toda vez que sai de casa. É cansativo retornar por causa de todos os cuidados necessários que devemos ter ao entrar em nossos lares. Nunca - nem no final da vida de meus pais - a morte foi um espectro tão presente na minha vida.

Por isso escrevo. E espero que tudo isso passe. Afinal, a vida me ensinou que não existe mal que dure eternamente. Sobreviveremos a esse momento. E que esse o "jorgenoblog" sobreviva também a esse vendaval que nos sacode nesses dias.

Bem vindx, espero que minhas palavras de alguma maneira ecoem em sua vida.

Nos vemos por aqui.

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